HUMANIDADE

Uma empresa pretende transformar pessoas mortas em adubo

Há 13 anos, Katrina Spade se perguntou: “Quando eu morrer, eu não deveria devolver o que sobrou de mim a esse planeta, que me protegeu e me deu apoio durante toda a minha vida?”. Foi assim que nasceu a ideia da “compostagem humana”, que deu origem à empresa Recompose. A companhia oferece a oportunidade de reintegrar o corpo à terra após a morte.

A Recompose chama esse processo de “redução orgânica natural”. Segundo sua diretora, a preocupação com as mudanças climáticas faz com que muitas pessoas tenham demonstrado interesse no serviço, já que e recomposição evita a liberação de 1,4 tonelada de carbono na atmosfera, no caso de cremações ou enterros tradicionais. O projeto já foi aprovado no estado de Washington, nos Estados Unidos. 

O processo consiste em colocar o corpo em um recipiente fechado que contém lascas de madeira, alfafa e palha.  Essa espécie de "composteira" é mantida a uma temperatura de 55°C. Então, o corpo é girado lentamente, o que permite que os microrganismos o decomponham de maneira uniforme. Depois de 30 dias, os restos estão prontos para ser espalhados entre as raízes de árvores e plantas.  O preço estimado para o serviço é de US$ 5500.

"A transformação do ser humano em solo ocorre dentro de nossos vasos de recomposição hexagonais reutilizáveis. Quando o processo termina, as famílias podem levar para casa parte do solo criado, enquanto jardins no local nos lembrarão que toda a vida está interconectada", de acordo com a descrição do processo no site da empresa. A Recompose espera começar a operar até dezembro de 2020 na cidade de Seattle.


Fonte: BBC 

Imagens: Recompose/Molt Studios/Reprodução