meio ambiente

Velocidade da extinção de plantas pelo mundo preocupa cientistas

A extinção de plantas em diversas regiões do mundo tem preocupado cientistas. Uma nova pesquisa revelou que apenas na África do Sul, nos últimos três séculos, as plantas desapareceram 350 vezes mais rápido do que a média histórica. O estudo da Stellenbosch University concluiu que 79 espécies foram extintas nesse período em três importantes zonas de biodiversidade do país.

A agricultura foi considerada a principal causa de extinção das plantas na África do Sul, seguida pela urbanização e por espécies invasoras. Os pesquisadores também analisaram dados de 291 extinções de plantas em 10 zonas quentes de biodiversidade na Califórnia, Mediterrâneo e Pacífico Sul, além de seis zonas frias na Eurásia, abrangendo cerca de 45% de todas as extinções de plantas conhecidas. No ritmo atual, os pesquisadores estimam que mais 21 espécies de plantas serão extintas em 2030, 47 em 2050 e 110 em 2100 nas áreas estudadas.

Os resultados diferem de estudos anteriores que sugerem que metade das 390 mil espécies de plantas da Terra pode desaparecer até 2100. Os autores da pesquisa da Stellenbosch University acreditam que os dados desses outros estudos são exagerados. Mesmo assim, eles enfatizam que a perda de biodiversidade e as mudanças climáticas são as maiores ameaças enfrentadas pela humanidade.

Os pesquisadores afirmam que a única maneira de entender melhor a gravidade da crise que envolve a extinção das plantas é iniciar de forma urgente levantamentos regionais da biodiversidade em todo o mundo. "Precisamos de dados atualizados e abrangentes para podermos fazer previsões precisas sobre o futuro da preservação da flora da Terra", disseram os cientistas.


Fonte: Science Daily

Imagem: Shutterstock.com