GUERRAS MUNIDAIS

Erwin Rommel

Erwin Rommel, "O Zorro do Deserto", foi um general alemão reconhecido mundialmente por suas grandes façanhas militares durante a Segunda Guerra Mundial.

Erwin Johannes Eugen Rommel nasceu em 15 de novembro de 1891, em Heidenheim an der Brenzm, Alemanha. Obedecendo aos desejos de seu pai, em 1910 entrou para o 124º regimento de infantaria com grau de cadete.

Durante a Primeira Guerra Mundial, Rommel tornou-se Tenente, destacando-se por suas ações, tanto individualmente como no comando de equipes. Foi reconhecido com a Cruz de Ferro em duas ocasiões, além da cobiçada condecoração Pour le Merité, por suas enormes façanhas em terras italianas. Por tudo isso, foi elevado ao título de Capitão. Seu nome começava a soar entre seus colegas como sinônimo de arrojo e inteligência. 

No período entre as guerras, Rommel foi enviado diversas vezes para aparições em escolas e academias militares, onde contava suas experiências e inspirara os mais jovens. Em 1933, alcançou o cargo de Major no comando de um batalhão de infantaria; em seguida foi apresentado a Hitler, em quem causou uma grande impressão. Dois anos depois, foi nomeado Tenente Coronel e,  após a publicação de seu livro A Infantaria Ataca (1937), foi promovido a Coronel. Hitler o chamou para comandar o batalhão que fazia a sua defesa pessoal e, posteriormente, nomeou-o Chefe de Segurança do Quartel General. Em seguida, Rommel alcançou o grau de General.

Sua participação na Segunda Guerra Mundial começou ao lado de Hitler na Polônia. Ainda que praticamente não tenha visto ação, conseguiu ganhar a consideração do Führer, que lhe concedeu o mando da 7ª Divisão Panzer, que destacou-se sob seu comando a ponto de ser chamada de "A Divisão Fantasma" pela rapidez e eficiência com que agiam. Seu feitos o levaram até a África, onde criou as célebres "Deutsches Afrikakorps", com a qual teve uma série de campanhas de grande êxito que acarretaram em uma fama que dura até os dias de hoje.

O chamado "Zorro do Deserto" foi deslocado para a Itália e França, onde foi gravemente ferido e esteve a ponto de perder a vida. Um dos fatos mais significativos é que ele nunca foi acusado de crimes de guerra, nem de atos desumanos. Assegura-se que Rommel não sabia dos campos de concentração até 1944 e que, desde então, sentiu-se completamente traído por Hitler e pelas forças armadas alemãs. Ele é acusado de ter participado de um complô para assassinar o Führer em 1944, pelo qual foi ordenado a suicidar-se em troca do respeito à vida de sua família e de seu Estado Maior. Sem amarras, em uma ocasião declarou que preferia que Hitler tivesse sido detido e julgado antes do que assassinado e convertido em mártir.

Rommel morreu em 14 de outubro de 1944, convencido da impossibilidade de ganhar a guerra e da necessidade de uma nova ordem para governar a Alemanha.