GUERRAS MUNIDAIS

Henri Philippe Pétain

Henri Philippe Pétain foi um famoso general francês. Comandante-chefe das Forças Armadas Francesas na Primeira Guerra Mundial, sua história gloriosa foi obscurecida pela sua aproximação com o nazismo durante a Segunda Guerra Mundial.

Henri Philippe Benoni Omer Joseph Pétain nasceu em 24 de abril de 1856, em Cauchy-à-la-Tour, na França. Ele estudou na Academia de Saint Cyr, onde se formou em 1868.  Em 1906, foi professor na Escola da Guerra. Em 1912, foi promovido a Coronel e, pouco tempo depois de iniciada a Primeira Guerra Mundial, foi promovido à patente de general.

Em 1915, comandou o II Exército Francês na Batalha de Champagne e, em fevereiro de 1916, liderou com sucesso o exército na defesa de Verdun, para o qual criou a Primeira Divisão de Caça Aérea e gerou, entre as tropas, um espírito combativo, fazendo com que os soldados fossem aprovisionados, recebessem atendimento médico e descansassem em combates de longa duração. Devido à sua atitude junto às tropas, ficou conhecido, posteriormente como o “vencedor de Verdun”.

Em 1917, foi nomeado chefe do Estado e, após a vitória polêmica na Batalha de Chemin-des-Dames, sucedeu Robert Nivelle como chefe das Forças Armadas Francesas. Desde o momento de sua nomeação, se preocupou em melhorar a qualidade de vida de seus soldados e em manter o moral das tropas alto, ações que, somadas às suas estratégias defensivas, chegaram a lhe dar uma imagem de fraqueza diante de outros militares de patente alta.

Ao término da guerra, Pétain foi reconhecido com a patente de marechal da França e se tornou membro da Academia de Ciências Morais e Políticas. Em 1920, aos 64 anos, casou-se com Eugénie Hardon. No período entreguerras, comandou ações militares importantes como a derrubada de Abd el-Krim, em Marrocos. Ele foi ministro de guerra em 1934 e, em seguida, chefe do Conselho Superior de Guerra, desempenhando também o papel de embaixador na Espanha, em 1939.

Em 1940, em uma França ocupada pelos nazistas, Pétain se tornou chefe do Estado francês no regime de Vichy. Ele manteve aproximações com Hitler, mostrando-se partidário do Holocausto judeu e chegando, inclusive, a incentivar os soldados franceses a lutar com uniformes alemães na Rússia.

Devido ao avanço dos aliados na Europa, ele foi obrigado a se refugiar em Sigmaringen, na Alemanha, em 20 de agosto de 1944, onde se autodenominou “chefe da moral da França”. Em 24 de abril de 1945 fugiu para a Suíça e, dois dias depois, se entregou aos franceses.

Nesse mesmo ano, após um processo judicial, ele foi considerado culpado por alta traição e condenado à degradação nacional e à pena de morte. Por causa de seu passado heroico na Primeira Guerra Mundial e sua idade avançada, a pena de morte foi transformada em prisão perpétua, que ele cumpriu a partir do dia 16 de novembro de 1945, na penitenciária “For de la Citadelle”, na ilha de Yeu, onde faleceu, em 23 de julho de 1951.