Televisão

Roberto Gómez Bolaños

Roberto Gómez Bolaños foi um escritor e ator mexicano conhecido em muitos países, especialmente na América Latina. Entre os personagens que criou, destaque para "Chaves" e "Chapolin Colorado" que alcançaram enorme sucesso ao longo de muitos anos.

Bolaños nasceu no dia 21 de fevereiro de 1929, na cidade do México, e morreu em 28 de novembro de 2014, em Cancún, no México, após sofrer por semanas com diversos problemas de saúde. Ele nasceu em uma família de classe média, filho da secretária bilíngue Elsa Bolaños Cacho e do pintor, cartunista e ilustrador Francisco Gómez Linares, que morreu quando Bolaños era criança. Estudou engenharia, mas nunca exerceu a profissão. Por volta dos 20 anos de idade escrevia roteiros de programas de televisão. Ele também foi autor de canções e roteiros para programas de rádio. Como roteirista, escreveu os textos de dois dos programas mais populares da televisão mexicana: “Comediantes e Canções” e “O estudo de Pedro Vargas.”

 

Apelido de Chespirito

O heroísmo não consiste em não ter medo, mas sim em superá-lo.

Ganhou o apelido de "Chespirito" do diretor Agustín Delgado. Trata-se de uma versão castelhana do nome Shakespeare para "Shakespearito", já que Bolaños mede em torno de 1.60m e tem grande talento para escrever. Em 1968, Chespirito assinou um contrato com a recém-formada rede TIM (Televisión Independiente de México), no qual tinha 30 minutos na programação, com total autonomia. Neste espaço, escreveu e produziu programas que ficaram muito populares no México. Com o sucesso, a emissora concedeu espaço de uma hora nas noites de segunda-feira. Assim, em seu show, simplesmente chamado "Chespirito", ele fez a estreia de seus dois personagens mais queridos, "Chaves" (do original em espanhol El Chavo del 8) e "Chapolin Colorado" (do original El Chapulín Colorado).

Esses dois personagens se tornaram tão populares que a rede promoveu, para cada um, uma série semanal de 30 minutos. As aventuras de Chaves foram exibidas originalmente de 1971 a 1992. Chaves conquistou multidões de espectadores com seus legendários vizinhos. Seus personagens, pobres e inocentes, fizeram parte dos lares da América Latina, Espanha e dos Estados Unidos, onde há quatro décadas, o programa continua sendo exibido sem interrupções, um feito incomparável na história da televisão mundial.

 

Sucesso com Chaves

Não contavam com a minha astúcia!
(do seu personagem Chapolin Colorado)

Estima-se que no ano de 1975 o programa era foi visto por mais de 350 milhões de telespectadores a cada semana. As primeiras críticas, contudo, foram bastante negativas, já que o seriado era classificado como idiota e alienante. Em cena, um grupo protagonizava rotineiros desentendimentos. O roteiro era em torno de uma pobre e órfã criança (Chaves), de oito anos, e suas confusões com vizinhos como Seo Madruga, Dona Florinda e a Bruxa do 71, além das brincadeiras com amigos como Kiko e Chiquinha.

Mesmo sendo uma comédia com caráter ingenuo, o seriado era destinado ao público adulto, não ao infantil, em que adultos interpretavam crianças. O seriado foi transmitido pela última vez em 1º de janeiro de 1980, contudo  seguiu até 12 de junho de 1992 como um quadro do programa Chespirito. O elenco principal era formado por Bolaños, María Antonieta de las Nieves, Ramón Valdés, Florinda Meza, Carlos Villagrán, Edgar Vivar, Rubén Aguirre, Angelines Fernández, Horacio Gómez e Raúl Padilla.

 

Chapolin

Foi sem querer querendo.
(do seu personagem Chaves)

Chapolin Colorado foi ao ar, originalmente, entre 1970 e 1979. A intensa dedicação aos seriados Chaves e Chapolin Colorado também rendeu um casamento para Bolãnos. Após 27 anos trabalhando juntos, ele se casou em 2004 com a atriz Florinda Meza, que interpretava a Dona Florinda. Ele tem seis filhos do primeiro casamento, mas nenhum com Florinda.

 

Vida fora de cena

Bolaños nunca deixou de tomar partido em assuntos polêmicos e políticos. Em 2006, participou de anúncios da televisão para o Partido da Ação Nacional. No ano seguinte se uniu a grupos que queriam manter o aborto como um delito, quando havia uma iniciativa de legalizar o procedimento no México. Bolãnos, mais tarde, também causou polêmicas ao se manifestar contra a realização de protestos de rua.