Hoje na história

21.fev.1965

Malcolm X é assassinado

Malcolm X, um dos maiores defensores do nacionalismo negro nos Estados Unidos, morreu em 21 de fevereiro de 1965. Ele foi assassinado por membros do grupo Nação do Islã enquanto dava uma conferência, em Nova York. Alguns anos antes, ele havia deixado a organização por divergências com seus líderes.

Nascido em 1925, em Omaha, ele foi batizado com o nome de Malcolm Little. O ativista teve uma infância difícil. Seu pai foi assassinado quando o garoto tinha apenas seis anos de idade. Sua mãe foi internada com problemas mentais pouco depois.

No final de 1945, ele e quatro comparsas cometeram uma série de assaltos que tiveram como alvo famílias brancas ricas. No ano seguinte, ele foi preso e começou a cumprir uma sentença de oito a dez anos na Prisão Estadual de Charlestown por furto e invasão de domicílio.

Enquanto estava na prisão, ele se tornou membro da Nação do Islã, mudando seu nome para Malcolm X. Ele justificou a adoção do novo sobrenome dizendo que Little era o nome que o senhor de escravos branco impôs a seus antepassados.

Após sair em liberdade condicional em 1952, ele rapidamente se tornou um dos líderes mais influentes da organização, servindo como a face pública do controverso grupo por doze anos. A Nação do Islã promovia a supremacia negra, defendia a separação dos americanos negros e brancos e rejeitava o movimento dos direitos civis por sua ênfase na integração racial.

Em março de 1964, Malcolm X havia se desiludido com a Nação do Islã e seu líder Elijah Muhammad. Expressando muitos arrependimentos sobre seu tempo com a organização, ele abraçou o islamismo sunita.  Após um período na África e no Oriente Médio, ele fundou a Mesquita Muçulmana, Inc. e a Organização da Unidade Afro-americana. Nessa época, ele atacou o racismo e continuou a enfatizar o pan-africanismo e a autodeterminação negra.

Ao longo de 1964, quando seu conflito com a Nação do Islã se intensificou, Malcolm X foi continuamente ameaçado. Em entrevista concedida dois dias antes de morrer, ele falou sobre as ameaças de morte que estava sofrendo. No dia do crime, ele estava se preparando para começar uma palestra para 400 pessoas em um auditório quando três homens saíram da multidão e o alvejaram. A autópsia identificou 21 ferimentos de bala no peito, ombro esquerdo, braços e pernas.


Foto: Marion S. Trikosko [Dominio público ], via Wikimedia Commons

 

 

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