Hoje na história

05.nov.1983

Morre Humberto Mauro, cineasta considerado o pai do cinema brasileiro

No dia 5 de novembro de 1983, morria Humberto Mauro, considerado o pai do cinema brasileiro. Nascido em Volta Grande (MG), no dia 30 de abril de 1897, ele sempre filmou temas brasileiros e foi um dos pioneiros da sétima arte no Brasil. Suas obras datam entre 1925 e 1974. Ele comprou sua primeira câmara cinematográfica de 9,5 mm, marca Pathé, em 1925. No mesmo ano, fundou em Cataguases (MG), a Phebo Sul América. No ano seguinte, filmou Na Primavera da Vida e em seguida Thesouro Perdido, uma obra de aventura, com muitas cenas de ação, que foi escolhida como melhor filme brasileiro de 1927. Depois do sucesso de Thesouro Perdido, Humberto Mauro mudou o nome de sua produtora para Phebo Brasil. Seu trabalho seguinte foi Brasa Dormida, um romance de aventura com cenas eróticas. Em 1929, lançou Sangue Mineiro, considerado seu melhor filme em Cataguases, o último longa para a Phebo. Humberto Mauro também se envolveu com poetas e escritores do movimento modernista. Com a Cinédia, em 1929, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde dirigiu as primeiras produções do estúdio: Barro Humano e Lábios sem beijos. Com o sucesso desses filmes, a Cinédia se transformou no estúdio mais importante da época. Em 1931, lançou Mulher e depois Ganga Bruta, que demorou a ser filmado – entre 1931 e 1933. Depois de dirigir a Voz do Carnaval (1933), seu primeiro musical que contou com a participação de Carmen Miranda, trocou a Cinédia pela Brasil Vita Filmes (1934). Ali, fez Favela dos Meus Amores (1935) e Cidade Mulher (1936). Em seguida, a convite de Roquete Pinto, integrou o Instituto Nacional do Cinema Educativo, onde, por décadas, realizou documentários sobre os mais variados temas. Durante o tempo que trabalhou no INCE, dirigiu três longas: Descobrimento do Brasil (1937), Argila (1940) e Canto da Saudade (1952), onde atuou como ator em um papel secundário. Afastado do cinema desde 1974, ano do curta "Carro de Bois", foi morar em sítio em Rancho Alegre, em Volta Grande, onde morreu, aos 86 anos, praticamente cego, após uma forte pneumonia.

 


Imagem: [Domínio público], via Wikimedia Commons