Hoje na história

17.mar.1973

Morre Monsueto, sambista, cantor e compositor

No dia 17 de maço de 1973 morria, no Rio de Janeiro, o sambista, cantor, compositor, pintor e ator Monsueto Campos de Menezes. Nascido no dia 4 de novembro de 1924, também no Rio de Janeiro, ele tocou na bateria de vários grupos na década de 1940, inclusive na Orquestra de Copinha, no Copacabana Palace. Em 1952, conquistou seu primeiro sucesso como compositor com a música “Me deixa em paz” (com Aírton Amorim), gravado por Linda Batista. Nos anos seguintes, compôs um dos seus sambas mais conhecidos, “A fonte secou” (com Raul Moreno e Marcleo), e também “Mora na filosofia” (com Arnaldo Passos). No final dos anos 50 atuou no cinema. Filmou “Treze cadeiras”, participou como cantor de números musicais de “Na corda bamba”, “O cantor milionário” (como compositor) e “Quem roubou meu samba?”. Na década de 60, Monsueto também era conhecido pelo apelido de Comandante. Ele participava de um programa humorístico na TV-Rio, em que popularizou expressões como "castiga", "vou botar pra jambrar", "mora" entre outras. Ele também se dedicou à pintura a partir de 1965. No carnaval, desfilou por várias escolas de samba. Em 1973, quando participava do filme “O forte, na Bahia”, ficou doente e foi hospitalizado no Rio de Janeiro, onde morreu vítima de câncer no fígado, no dia 17 de março. Anos antes de sua morte, Monsueto foi redescoberto por grandes cantores e compositores brasileiros. Sua música “Me deixa em paz” foi gravada por Milton Nascimento e Alaíde Costa, no LP Clube da esquina, da Odeon. Outro sucesso, “Mora na filosofia”, ganhou a voz de Caetano Veloso, no LP Transa, da Philips. Caetano também gravou “Eu quero essa mulher assim mesmo”, no LP Araçá azul, na Philips.

 

Imagem: divulgação