Hoje na história

17.jan.1973

Morre a pintora modernista Tarsila do Amaral

No dia 17 de janeiro de 1973 morria, em São Paulo, Tarsila do Amaral, pintora e desenhista, uma das figuras centrais do começo do movimento modernista brasileiro. Seu quadro Abaporu, de 1928, deu início ao movimento antropofágico nas artes plásticas. Nascida no dia 1o. de setembro de 1886, em Capivari (SP), em uma família rica de fazendeiros, ela estudou em um colégio de freiras em São Paulo e depois completou seus estudos em Barcelona. Tarsila se casou em 1906 com um médico, mas o marido queria que ela ficasse apenas em casa, como era o pensamento da época. Tarsila não aceitou isso e se separou um ano depois. Da relação, ela teve uma filha, Dulce, com quem se mudou para a fazenda dos pais assim que se separou. A partir de 1917, Tarsila começou a aprender pintura e, em 1920, viajou para Paris, onde foi estudar arte. Tarsila aderiu às ideias modernistas ao voltar ao Brasil, em 1922, quando foi apresentada por Anita Malfatti aos modernistas Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti Del Picchia, com quem formaria o Grupo dos Cinco. Em 1923, Tarsila iniciou seu relacionamento com Oswald de Andrade, e o casal viajou por Portugal e Espanha. De volta a Paris, estudou com os artistas cubistas. Em 1924, Tarsila iniciou sua fase artística “Pau Brasil”. Em 1929, Tarsila expôs suas telas pela primeira vez no Brasil, no Rio de Janeiro. Neste mesmo ano, porém, sua família perdeu a fortuna com a Crise de 1929, e Oswald de Andrade se separou dela, pois se apaixonou pela revolucionária Patrícia Galvão, conhecida como Pagu. Para superar o momento difícil, ela decidiu colocar todas as suas forças no trabalho. Em 1933, a partir do quadro “Operários”, a artista inicia uma fase de temática mais social. Em meados dos anos 30, o escritor Luiz Martins, 20 anos mais jovem que Tarsila, torna-se seu companheiro, com quem viveu até os anos 50. Em 1965, já separada de Luís e vivendo sozinha, foi submetida a uma cirurgia de coluna e, por conta de um erro médico, ficou paralítica. No ano seguinte, em 1966, Tarsila perdeu sua única filha, Dulce, vítima de um ataque de diabetes. Nesses tempos difíceis, Tarsila se aproxima do espiritismo e doa parte da venda dos seus quadros à instituição de Chico Xavier, de quem se torna amiga. Em 1973, Tarsila morreu vítima de depressão, em São Paulo. Após sua morte, foi homenageada pela União Astronômica Internacional, em 20 de novembro de 2008, que deu o nome "Amaral" a uma cratera do planeta Mercúrio.

 


 

Imagem: [Domínio público],